O FOTÓGRAFO Deleuze, num texto sobre Godard*, faz umas observações, no mínimo curiosas, sobre os fotógrafos. Estes seres tão importantes para a cultura em geral. Basta se folhear as publicação que elas (as fotografias) emergem aos borbotões. Carros do ano, gente famosa, lugares exóticos, estrelas a anos-luz, destroços da guerra, mulheres nuas, etc. Os objetos, seja da ciência, da mídia, do senso comum, carecem sempre do auxílio da fotografia. Uma questão parece perturbar Gilles Deleuze (1925-1995), "O QUE UM FOTÓGRAFO, POR SUA VEZ, ESTÁ DISPOSTO A PAGAR"? Segue o filósofo francês, "EM CERTOS CASOS, SE DISPÕE A PAGAR POR SUE MODELO" (esse é o caso das moças que saem peladas na Playboy todos os meses). "EM OUTROS, É PAGO POR SEU MODELO" (isso deve acontecer com iniciantes, ou com manequins em fim de carreira, é o chamado jabá???. Continua o pensador, "MAS QUANDO FOTOGRAFA TORTURAS OU UMA EXECUÇÃO, ELE NÃO PAGA NEM A VÍTIMA MEM O CARRASCO" (o quê!?). Por fim, acrescenta Deleuze, "E QUANDO FOTOGRAFA CRIANÇAS DOENTES, FERIDAS OU FAMINTAS, PORQUE NÃO AS PAGA"? Ironias do destino... Simplesmente ironias do destino. Não, o sistema é que é assim mesmo. E se isso for um problema, será apenas mais um dos muitos problemas cômicos e insolúveis da humanidade.

*Gilles Deleuze, in Conversações. Três Questões Sobre Seis Vezes Dois. (GODARD, Pg. 54.)
O PAPA É POP

Son Salvador, jornal Estado de Minas
A frase é do velho e bom NIETZSCHE: "Não a paz acima de tudo, mas a guerra". É claro que a igreja pensa o contrário
Escrito por Gerson Vasconceluz às 23:08
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